segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

É mais fácil apenas entender e te deixar ir. Eu não seria capaz de te prender. Distante de ti, eu gostaria que teus olhos sentissem minha falta. E longe dos meus problemas, eu me afasto de ti. Pra cobrir o meu coração de uma cera negra e pra me cobrir de todos os olhares, tentando voar pra longe de onde tu estás. É mais fácil te acompanhar pela cidade, em nossa grande fuga. E eu, deitada naquela cama, contemplo o que eu te dei da minha vida.


- Aham, c'etait salement romantique. 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"Olha, antes do ônibus partir eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas.''

''O terceiro nó é teu, mas não te pedi para mim. Pedi para a vida andar no teu rumo, de acordo com as tuas leis. Pedi para ser feito o melhor para nós dois, mesmo que isso me mantenha longe de ti.''
"Eu sempre busco o encantamento pela vida. Busco uma coisa bonita, procuro ver o lado bonito de alguém. E confesso: quando esse alguém não tem lado bonito eu invento. E me decepciono. Ai, eu me decepciono. "

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

No meu demente exercício para pisar no real, finjo que não fantasio. E fantasio, fantasio. Até o último momento esperei que você me chamasse pelo telefone. Que você fosse ao aeroporto. Casablanca, última cena.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Por muito tempo você acreditou que viveria o resto dos seus dias sem jamais voltar a cruzar o meu caminho. No entanto, ecoa pelo ar e chega aos teus ouvidos a minha voz e minha figura te ocupa o fundo dos olhos, seja qual for o lado que você esteja a olhar. É o tempo fazendo a justiça que eu tive preguiça de lutar para obter. É o dia-após-o-outro, é o aqui-se-faz-aqui-se-paga em dose pura e concentrada, vagando pelas tuas veias, te matando aos poucos. É cada aresta de cada letra de cada frase que eu escrevo te cortando a pele como uma navalha cega. É a imagem, o som e a sensação da angústia e da dor. É o tormento causado pela lembrança que hoje bate à sua porta. Oi.
Desligue o rádio e a TV. Eu vou estar no seu programa favorito.
''- Mesmo assim eu não esquecia dele. Em parte porque seria impossível esquecê-lo, em parte também, principalmente, porque não desejava isso. É verdade, eu o amava. Não com esse amor de carne, de querer tocá-lo e possuí-lo e saber coisas de dentro dele. Era um amor diferente...''